Homenagem aos Ex-Presidentes

Gestão de Karlos C. Mesquita na SBOT, de 1997 a 1998, foi marcada por inovação

Sobre o Presidente da SBOT
KARLOS C. MESQUITA 
Gestão 1997-1998

Por José Sergio Franco e Marcos Musafir



Gestão de Karlos C. Mesquita na SBOT, 

de 1997 a 1998, foi marcada por inovação





Karlos nasceu em 24 de março, em Castelo, no Espírito Santo. Filho de Maria Dolores e José Maria de Mesquita, graduou-se em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, em 1964.

Karlos cultua os exemplos sociais e morais de seus pais e de destacados nomes da Medicina, com destaque ao Professor Oscar Rudge, a quem conheceu em 1962 no estágio do quarto ano da Faculdade, e que muito o influenciou na trajetória da Ortopedia.

Ele enaltece Oscar Rudge por suas habilidades cirúrgicas, seriedade, elegância e serenidade. Considerava-o um visionário, sempre à frente de seu tempo, e o considera um dos pioneiros da Especialização na Especialidade, um exemplo que seguiu.

Após o incêndio que interditou o bloco da Ortopedia no antigo IAPTEC, atual Hospital de Bonsucesso, Rudge conseguiu, com seu prestígio, o antigo Hospital de Acidentados, precursor do INTO, o modelou e equipou, onde Karlos mais tarde foi seu vice-diretor. 

Aprovado em concurso da SUSEME em 1965 para o importante Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Miguel Couto, Karlos lá, para sua sorte, conheceu, em sua opinião, o médico mais dedicado à Ortopedia, tanto no ambiente acadêmico ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, quanto no modelo assistencial, incluindo a formação de Residentes, onde passou a dar aulas.

No Miguel Couto, conheceu o Professor Carlos Giesta. Se tornaram amigos, estudaram e estagiaram juntos no exterior e prestaram Livre Docência com o apoio da Professora Diva Seraphico de Azevedo, o que os possibilitou alçar a Titularidade de Serviços - Karlos na UERJ e Giesta na UNIRIO.

Karlos, por sua inteligência, aliada a características de delicadeza, sempre com palavras de sabedoria, cordialidade e incentivo, fez dos colegas ortopedistas e médicos com os quais conviveu, uma família de respeitosos admiradores. 

Foi Trustee da AO, recebeu inúmeras honrarias, publicou muitos trabalhos, atuou em Bancas de Mestrado e Doutorado, realizou pós-doutorado na Universidade de Londres e foi eleito membro titular da Academia Nacional de Medicina na cadeira 28. É membro da ABOT (Academia Brasileira de Ortopedia e Traumatologia) e recebeu o Prêmio Nicholas Andry.

Sua inovadora gestão na SBOT, de 1997 a 1998, a modernizou, criando o site sbot.org; a modernização do Exame do TEOT; dezenas de cursos itinerantes; a Defesa Profissional, com George Bittar; ao novo formato do Jornal da SBOT; o Dia do Ortopedista e tantas outras realizações, além de contribuir com a união da Ortopedia do Rio de Janeiro nos Congressos ORTRA.

Aqui seguem visões, opiniões e detalhes de amigos sobre o Professor Karlos Mesquita:


Dr. José Maurício de Morais Carmo

Convivo com meu Professor Karlos, pela forma singular como o chamo há quase cinquenta anos: “Herr Professor”. Passei a chamá-lo assim nos anos 1980, após retornar de um Fellowship AO na Suíça, e a expressão acabou traduzindo, para mim, o respeito, a liderança acadêmica e a dimensão internacional que sempre reconheci em sua atuação. 

Karlos Mesquita participou de uma das grandes transformações da Ortopedia e da Traumatologia modernas, com a introdução dos princípios da AO, voltados à restauração da anatomia, estabilidade e função por meio da redução adequada e da fixação interna estável.

No Brasil, teve papel relevante na disseminação desses conceitos e, sob sua liderança, o HUPE/UERJ tornou-se importante centro de formação e difusão da osteossíntese. Se precisasse acrescentar palavras para defini-lo, escolheria: simplicidade, bom humor, comprometimento, visão e liderança.
Por isso, incluo Karlos Mesquita entre os meus “gigantes”, ao lado de Danilo Gonçalves, Raul Chiconelli e Harold Kleinert, lembrando a conhecida frase: “Se vi mais longe, foi porque estava sobre os ombros de gigantes”.

Sua contribuição para a Cirurgia da Mão da UERJ merece registro especial. A área começou no HUPE/UERJ em janeiro de 1978, com a criação de um ambulatório destinado principalmente aos pacientes vítimas de acidentes de trabalho, contexto em que ingressei no Serviço de Ortopedia como Auxiliar de Ensino. 

Em 1998, uma coincidência particularmente importante marcou nossa trajetória: Karlos Mesquita presidia a SBOT enquanto eu presidia a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão. Naquele momento, discutia-se a transformação da Cirurgia da Mão, então área de atuação ligada à Ortopedia, em especialidade médica independente. Para que o processo avançasse, era necessária a concordância da SBOT. 

O Professor Karlos compreendeu sua natureza multidisciplinar, integrando Ortopedia, Cirurgia Plástica, Nervos Periféricos, Cirurgia Vascular e Microcirurgia, e seu apoio foi fundamental para o processo que culminou, em 2005, com o reconhecimento da Cirurgia da Mão como especialidade médica no Brasil. 

O tempo mostrou que a decisão foi acertada: a Cirurgia da Mão não se afastou da Ortopedia; ao contrário, houve soma de forças entre as duas especialidades. 

Durante mais de três décadas, sua liderança marcou também a estruturação do Serviço de Ortopedia da UERJ, o desenvolvimento da Residência Médica e das diversas áreas especializadas. Nas sessões de sexta-feira pela manhã, repetia uma frase que ficou gravada entre nós: “O problema da cirurgia se resolve na hora. Se for preciso, desmonta e refaz de imediato. Não importa se vai demandar mais tempo.”

Karlos Celso de Mesquita liderou por décadas o Serviço de Ortopedia do HUPE, exerceu importantes funções acadêmicas e administrativas e teve atuação destacada especialmente no Trauma e na Cirurgia do Quadril.

Ainda assim, reduzir Karlos Mesquita ao currículo seria insuficiente. Grande didata, como destacado pelos Mestres Nova Monteiro e Hans Willenegher, exímio cirurgião, formador de gerações, introdutor e tutor dos princípios da AO e presidente da SBOT, destacou-se, sobretudo, por uma qualidade natural: a liderança espontânea. 

Uma liderança que não dependia do cargo, mas nascia do equilíbrio, da competência, da inteligência e da capacidade de conviver e conduzir com serenidade. 

Ao longo desses anos, ensinou Ortopedia, Trauma e osteossíntese, mas deixou também um ensinamento maior sobre a maneira de exercer a Medicina, a Universidade e a liderança: com equilíbrio, serenidade e humanidade. É assim que continuo a vê-lo: o meu “Herr Professor”.


¹ Dr. Renato de Alencastro Graça 


Conheci Karlos Mesquita em 1975, ainda residente, quando ele foi admitido no nosso serviço de Ortopedia da UERJ a convite do então chefe, Prof. Dagmar Chaves. Este processo não foi nada simples para Mesquita, porque, na época, ele trabalhava no Hospital Miguel Couto, onde era assistente do Prof. Nova Monteiro, rival nada amistoso de Dagmar. 

No Hospital Pedro Ernesto, Mesquita assumiu a função de Chefe de Clínica em substituição ao filho de Dagmar, o jovem Fernando Chaves, recém falecido em um trágico acidente de automóvel. Karlos assumiu com maestria suas novas funções de médico e docente. 

Na verdade, ele estava voltando para casa, para ser professor da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ, a mesma escola pela qual tinha se formado 11 anos antes. Naquele ano, começou uma profunda admiração de um jovem residente de 2° ano, que acabou evoluindo para uma amizade de mais de 50 anos. 

Em 1980, com a aposentadoria compulsória de Dagmar Chaves, Karlos Celso Mesquita, o KCM – assim nós o chamávamos –, prestou concurso para substituí-lo, sendo aprovado com brilhantismo. Tornou-se, então, aos 39 anos de idade, o mais jovem Professor Titular da Universidade. 

Em seguida, formou sua equipe de assistentes, todos também jovens, que foram crescendo na especialidade, e transformando aos poucos nosso serviço em referência na Ortopedia. 

Na UERJ, Mesquita foi um inovador trazendo para o serviço grandes avanços terapêuticos na área ortopédica. KCM foi, nos anos 80, um dos pioneiros do revolucionário do método AO no tratamento das fraturas.  

Teve cargo relevante na AO International, sendo um dos primeiros Trustees (delegado) no Brasil, participando de diversos cursos de divulgação e capacitação do método. 

Ótimo na teoria e excelente na prática. Meu tornozelo é testemunha da habilidade cirúrgica de Mesquita.  

Ele também trouxe para nós as inovações da técnica cirúrgica de artroplastia do quadril e de uma nova prótese total low friction, desenvolvida por Sir John Charnley, na Inglaterra. Dentro e fora da especialidade, teve uma carreira brilhante. 

Tem os títulos de Livre Docência e pós-doutorado pela University of London, foi presidente da SBOT-RJ, da SBOT Nacional e do Congresso Brasileiro de 1990. Recebeu distinção das Sociedades Ortopédicas de Portugal, Argentina e Peru. É membro da Academia Nacional de Medicina e também foi agraciado em 2013 com o Prêmio Nicolas Andry, a mais alta homenagem da SBOT. 


Dr. Marcio Carpi Malta 


Minha primeira experiência profissional ao lado do professor Karlos Mesquita foi no ano de 1990, quando o congresso de nossa Sociedade foi realizado no Rio de Janeiro, sob sua presidência.

Era um momento muito difícil na situação econômica do país, em razão do confisco do dinheiro determinado pelo governo do presidente Collor de Mello.

Em uma segunda oportunidade, agora no ano de 1997, o professor Mesquita me indicou para membro da comissão de ensino e treinamento da nossa Sociedade, e me pediu, mostrando uma visão de futuro, que trabalhasse no sentido de adaptar o TEOT às novas tecnologias, passando o exame oral para o computador.

Fui eleito presidente da CET e tomei o pedido como uma ordem. Com a ajuda inestimável dos membros da CET, conseguimos atender ao pedido do professor Mesquita.

O professor Karlos Celso de Mesquita é, sem a menor dúvida, um dos mais importantes líderes da ortopedia brasileira.


² Dr. Claudio Santili 


Karlos Celso Mesquita, ou Cavaliere!

Ingressei na vida política da SBOT antes dos meus 35 anos, meados da década 1980/1990. Havia pouco tempo que assumira a preceptoria do pavilhão “Fernandinho Simonsen” e fui indicado para a comissão de educação continuada (CEC), onde participei ativamente do programa de divulgação do conhecimento através de aulas gravadas em fitas cassete (K7). Algo muito semelhante aos “Podcasts” de hoje. 

Devido à minha integração e proatividade em relação às políticas da Sociedade, fui convidado a fazer parte da chapa do presidente Karlos Celso Mesquita.

Para mim, que nasci e fui criado no interior paulista, o Karlos (com K) era o símbolo do ortopedista classudo, aristocrático, um clássico cidadão cosmopolita.  

Poder-se-ia dizer que, ao vê-lo usar a palavra, era sempre muito elegante, um verdadeiro representante da estirpe ortopédica. 

No desempenho de sua diretoria, tivemos muitas atividades e realizações. Tranquilo e muito sábio, conduziu sua gestão SBOT - 1997/1998 com muita seriedade e vanguarda no desenvolvimento da especialidade. 

Construímos uma profícua parceria. Ele na presidência, eu na Secretaria Geral e toda uma eclética composição de talentos individuais na Diretoria. Mantivemos uma fina sintonia com os associados na condução dos destinos da SBOT. 

Dentre as realizações, foi muito marcante o Congresso da SLAOT realizado em Nápoli (Itália), com a participação de países latinos da América do Sul e da Europa, ocasião em que fortalecemos nossos laços de fraterna a amizade e, desde aquele então, nos tratamos mutuamente por Cavaliere.


³ Dr. Marcelo Campos 

Conheci o Professor Karlos Celso de Mesquita em 1990, quando iniciava o primeiro ano da residência em Ortopedia e Traumatologia e ele era professor Titular da UERJ. 

Capixaba com muita honra, carioca com muito amor e flamenguista, veio para o Rio de Janeiro estudar Medicina na Faculdade de Ciências Médicas. Se tornou Professor Titular da Ortopedia por concurso. Alguns anos depois, Livre Docente.  

Desde os nossos primeiros encontros, chamaram-me a atenção a sua elegância, sua capacidade de argumentação e seu pensamento crítico, sempre fundamentado na ciência médica. Percebi que estava diante de um professor que nos ensinaria a pensar.

Lembro-me das sessões clínicas da UERJ - Hospital Universitário Pedro Ernesto, onde exercitávamos a argumentação e o pensamento crítico todas as sextas feiras, durante toda a manhã, após a visita às enfermarias. O time de professores e preceptores, liderados pelo Professor Karlos Mesquita, era uma benção. Nas cirurgias em que eu e outros residentes auxiliávamos, o Professor Karlos frequentemente nos perguntava como achávamos que determinado passo deveria ser feito e ouvia nossas opiniões com atenção. 

Cada procedimento se transformava em uma aula magna: enquanto operávamos, ele discutia conceitos de biologia, medicina e funcionamento do aparelho locomotor. Ensinava a técnica sem perder de vista os princípios que a justificavam. Para quem estava em formação, essa combinação de prática e reflexão era valiosa. 

Com a mesma dedicação, formou mais de 180 residentes em Ortopedia, vários dos quais se tornaram líderes em suas áreas, certamente estimulados pelo exemplo do professor KCM (Karlos Celso de Mesquita), que sempre valorizou e estimulou a  participação  do médico  na vida institucional (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia). 

Participou de inúmeras bancas de mestrado e doutorado pelo Brasil, assim como publicou vários trabalhos científicos.  

Guardo uma frase que resume sua forma de ensinar. Certa vez, ainda residente, eu discutia um caso com ele, quando ouvi: “Rapaz, cabeça não é para usar chapéu, é para pensar”. Nunca a esqueci. Havia humor naquela observação, mas também uma exigência que ele levava a sério: examinar as evidências, construir um raciocínio próprio e assumir a responsabilidade por nossas conclusões. Era uma lição para aquele caso e para toda a vida profissional. Essa convivência marcou minha formação e permanece viva na maneira como procuro compreender e praticar medicina.

Sua atuação como chairman da AO no Brasil foi disruptiva na disseminação dos conceitos da traumatologia moderna. Teve contato direto com profissionais que desenvolveram esses conceitos e participou ativamente, como líder, do ensino e do treinamento das novas técnicas pelo país. Durante sua gestão como presidente da SBOT, profissionalizou a administração da Sociedade, assim como estreitou as relações da SBOT com outras Sociedades de Ortopedia pelo mundo , em especial as da América Latina. Vejo nessas realizações a extensão da atitude que presenciei nas Sessões Clínicas, no centro cirúrgico: a disposição de aprender, compartilhar conhecimento e fazer avançar a Ortopedia.

Hoje, o Professor Karlos é Membro da Academia Nacional de Medicina, tem três filhos e quatro netos, com o quinto a caminho, e continua amando a vida e as artes. Ao reunir essas lembranças, reconheço nele o pensador, o médico, o gestor e, sobretudo, o professor que soube despertar o pensamento nos outros. 

Se devo escolher uma palavra para defini-lo, escolho SABEDORIA. Sou grato pela oportunidade de ter aprendido com ele e de prestar esta homenagem a um ser humano ímpar, o nosso querido “Karlos com K”.


⁴ Dr. William Dias Belangero 


É com profunda honra e emoção que participo desta merecida homenagem ao Prof. Karlos Mesquita.

Tive o privilégio de conhecê-lo primeiramente através do meu chefe, Prof. Köberle, que o convidou como membro de algumas bancas de teses de Doutorado em nosso Departamento e, de forma marcante, no concurso para Professor Titular do Prof. Köberle. 

Já naqueles primeiros contatos, impressionou-me sua postura: rigor acadêmico absoluto aliado à elegância e gentileza raras. Durante sua gestão como presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), de 1997 a 1998, fui convidado com outros colegas para compor o Comite de Ética Médica, estreitando ainda mais nossa amizade. 

Dentre as inúmeras atividades do Prof. Karlos Mesquita, gostaria de chamar a atenção para algumas: Ortopedista do Rio de Janeiro; Prof. Titular da UERJ e da Universidade Federal Fluminense, no Hospital Antônio Pedro; Trustee da Fundação AO pelo Brasil; presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT); membro Titular da Academia Brasileira de Medicina e membro Titular da Academia Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (ABOT). Excepcional cirurgião. Dizia-se dele, com justa admiração, que terminava suas cirurgias com as mãos limpas - a síntese perfeita da técnica apurada, da economia de gestos e da segurança que só os grandes mestres possuem. 

Como pessoa, foi um gentleman, no sentido mais nobre do termo. Elegante, conciliador, conselheiro sábio e generoso. Um ser humano bom, que elevava o ambiente ao seu redor e que fazia questão de estender a mão aos mais jovens.

Considero o Prof. Karlos Mesquita como referência de médico, de professor e de homem. Um exemplo de que é possível unir excelência profissional e grandeza humana.

Minha admiração e respeito.


⁵ Dr. Liszt Vieira


Na condição de ex-aluno de graduação e pós-graduação, e também como docente subordinado à sua coordenação, dois sentimentos resumem de forma preponderante a nossa relação com o professor Karlos Mesquita: admiração e gratidão.

Admiração pelo equilíbrio e sua capacidade de liderar pelo exemplo.

E gratidão pelos inúmeros ensinamentos ortopédicos, mas, principalmente, pela sua conduta sempre ética e humana, em todos os momentos.


Dr. Itiro Suzuki

Meu relacionamento mais próximo com o Prof. Karlos Mesquita se iniciou em 1994, por ocasião da sua candidatura à Presidência da SBOT, em eleição que ocorreu naquele ano em Salvador, durante o Congresso Brasileiro da SBOT, que à época se realizava a cada 2 anos.

Fui convidado pessoalmente pelo Prof. Karlos para compor a sua Diretoria ao lado do Dr. Marcos Musafir na Tesouraria, na chapa que foi vencedora naquela eleição e que, com seu apoio, abriram as portas para participar de várias outras diretorias e comissões da SBOT desde então. 

A pessoa a quem eu conhecia por sua carreira acadêmica, que o conduziu à chefia da cadeira de Ortopedia e Traumatologia da UERJ, revelou-se um líder agregador e empreendedor na Presidência da nossa Sociedade. 

A partir de então, tive a oportunidade de conviver com a sua liderança serena e cordial, e de desfrutar da sua amizade iniciada naqueles 2 anos de sua gestão à frente da Diretoria da SBOT, então sediada à Rua São Sebastião, na capital paulista.

Rendo minhas homenagens ao Dr. Karlos com admiração e respeito pelas suas realizações e brilhante carreira ao longo destes anos.


*****

¹ Dr. Renato de Alencastro Graça (Professor de Ortopedia da UERJ / 1977- 2025; Presidente da SBOT-RJ /2001-2002

² Professor Dr. Claudio Santili (Santa Casa de SP; presidente da SBOT - gestão 2010)

³ Dr. Marcelo Campos (Professor assistente na UERJ, ex-presidente da SBOT-RJ)

⁴ Dr. William Dias Belangero (Prof. Titular do Departamento de Ortopedia, Reumatologia e Traumatologia da Faculdade de Ciências Médicas / Universidade Estadual de Campinas; Membro Titular da Academia Brasileira de Ortopedia e Traumatologia - ABOT)

⁵ Dr. Liszt Vieira (Professor associado da FCM/UERJ e Chefe do Serviço de Ortopedia do HUPE/UERJ)