Copa do Mundo 2026: o maior torneio da história e as curiosidades que marcam gerações

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Em 2026, torneio chega à sua maior edição, com 48 seleções, três países-sede e uma nova página na trajetória do maior evento do futebol mundial.

A Copa do Mundo sempre foi muito mais do que uma competição esportiva. Ao longo das décadas, o torneio atravessou fronteiras, despertou emoções a cada lance e reforçou o sentimento de pertencimento das pessoas em relação aos seus países. Desde 1930, quando o Uruguai sediou a primeira edição, o Mundial transformou-se em um palco onde futebol, cultura, política, memória afetiva e identidade nacional se encontram a cada quatro anos.

Em 2026, essa trajetória ganhará um novo capítulo histórico: pela primeira vez, a Copa será realizada conjuntamente em três países. Canadá, México e Estados Unidos receberão 48 seleções e sediarão um total de 104 partidas, consolidando esta como a maior edição já organizada pela FIFA.

A competição contará com 16 cidades-sede distribuídas pela América do Norte. O torneio terá início em 11 de junho e será encerrado em 19 de julho. O México entrará para a história como o primeiro país a sediar partidas de três Copas do Mundo, após receber o evento em 1970 e 1986.

A Copa que nasceu pequena e se tornou gigante

A primeira Copa do Mundo, realizada em 1930, possuía proporções muito diferentes das atuais. O torneio surgiu em um período no qual o futebol ainda buscava consolidar uma competição global entre seleções nacionais. Na edição inaugural, apenas 13 equipes participaram do Mundial, número bastante distante da grandiosidade alcançada nas décadas seguintes.

As seleções participantes foram Argentina, Bélgica, Bolívia, Brasil, Chile, Estados Unidos, França, Iugoslávia, México, Paraguai, Peru, Romênia e a anfitriã Uruguai. O formato também era mais enxuto: a primeira fase foi disputada em grupos, com os líderes avançando diretamente às semifinais. Ao final da competição, os donos da casa confirmaram o favoritismo e conquistaram a primeira taça da história das Copas do Mundo.

A edição de 2026 simboliza o ápice desse processo de expansão. Com a ampliação de 32 para 48 seleções, a FIFA aumenta a presença de países que historicamente enfrentavam maiores dificuldades para alcançar o torneio.

Brasil: a seleção que nunca faltou

Entre todas as seleções, o Brasil ocupa um lugar singular na história das Copas do Mundo. Pentacampeã mundial, a Seleção Brasileira é a maior vencedora da competição e a única presente em todas as edições do torneio, com títulos conquistados em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.

Ao longo das décadas, o país também ajudou a construir parte do imaginário mundial sobre o futebol, frequentemente associado ao jogo ofensivo, ao talento individual e à criatividade dentro de campo.

O Brasil também protagoniza alguns dos maiores feitos individuais da história do Mundial. Pelé permanece como o único jogador tricampeão do mundo, tendo participado das campanhas vitoriosas de 1958, 1962 e 1970. Mais do que um ícone esportivo, o Rei tornou-se um símbolo universal da própria Copa do Mundo.

Outro recorde histórico de Pelé foi alcançado ainda em sua primeira participação no torneio. Em 1958, na Suécia, tornou-se o jogador mais jovem a disputar e marcar gols em uma final de Copa do Mundo. Com apenas 17 anos e 249 dias, marcou duas vezes na vitória por 5 a 2 sobre os anfitriões, resultado que garantiu o primeiro título mundial da Seleção Brasileira.

A relação do Brasil com a Copa, contudo, não é marcada apenas por conquistas. O “Maracanazo” de 1950, quando o Uruguai derrotou o Brasil no Maracanã, no duelo decisivo do quadrangular final, permanece como uma das páginas mais emblemáticas da história do futebol. A partida registrou público oficial de 173.850 pessoas, embora estimativas apontem para mais de 200 mil torcedores, o maior público já registrado em um jogo de Copa do Mundo.

Foi também em território brasileiro que outro recorde histórico foi alcançado, desta vez por um atleta estrangeiro. O alemão Miroslav Klose tornou-se o maior artilheiro da história das Copas, com 16 gols. A marca foi alcançada durante a edição de 2014, na semifinal entre Alemanha e Brasil, no Mineirão, na histórica vitória alemã por 7 a 1. Na ocasião, Klose superou Ronaldo Fenômeno, que até então liderava a artilharia histórica dos Mundiais, com 15 gols.

Uma fábrica de memórias

Mais do que reunir recordes, títulos e personagens inesquecíveis, a Copa do Mundo consolidou-se como um território de memórias coletivas. Cada edição deixa seus próprios símbolos: o craque decisivo, a seleção surpreendente, o jogo histórico e os episódios inesperados que acabam incorporados ao folclore do futebol.

É justamente essa combinação entre competição, emoção e imprevisibilidade que transforma o Mundial em um evento capaz de atravessar gerações e permanecer vivo na memória de milhões de torcedores ao redor do planeta.

Em 2026, com o maior número de jogos da história, a Copa do Mundo promete ampliar ainda mais esse legado. Se o torneio nasceu pequeno e tornou-se o maior palco do futebol mundial, a próxima edição chega com a missão de escrever novos capítulos, revelar personagens e produzir memórias que, como tantas outras, continuarão sendo contadas por décadas.