Os últimos meses foram particularmente intensos para a SBOT. Em diferentes áreas, avançamos em discussões que hoje fazem parte da rotina da ortopedia brasileira e que impactam diretamente a formação, os serviços e a prática diária da especialidade.
O novo site da SBOT, que já está no ar, nasceu dessa necessidade de tornar mais simples o acesso dos associados a conteúdos, serviços e ferramentas utilizadas no dia a dia. Hoje, boa parte da nossa rotina profissional depende da rapidez com que conseguimos localizar informações e resolver demandas. A Comissão de Informática também iniciou o treinamento de soluções de Inteligência Artificial para aprimorar a experiência dos usuários dentro da plataforma e facilitar a busca por conteúdos relevantes.
A formação médica ocupou boa parte das discussões neste período. A SBOT mantém conversas com a Comissão Nacional de Residência Médica e com o Ministério da Saúde para tentar viabilizar bolsas para o R4, etapa importante para áreas de atuação que exigem treinamento avançado e aprofundamento técnico.
Esse tema esteve presente no Fórum de Preceptores da SBOT, realizado em São Paulo e que reuniu representantes de 170 serviços credenciados. O encontro permitiu discutir critérios de avaliação dos residentes, diferenças estruturais entre os serviços e desafios que hoje fazem parte da formação ortopédica em diferentes regiões do país.
Também avançamos nas discussões relacionadas à nova sede da SBOT e ao Centro de Treinamento, em São Paulo. A Sociedade analisou formatos de financiamento e os próximos passos para viabilizar uma estrutura voltada à educação continuada, pesquisa e treinamento prático, com laboratórios, auditórios e espaços preparados para atividades hands-on.
Mas, entre todas as ações deste período, uma delas merece atenção especial. No fim de maio, a SBOT realizou, na sede do Conselho Federal de Medicina, em Brasília, o fórum “Duas Rodas: Ciência para Salvar Vidas”, reunindo especialistas e representantes de diferentes setores para discutir estratégias relacionadas à redução de acidentes, sequelas e mortes envolvendo motocicletas.
O trauma relacionado aos acidentes motociclísticos passou a ocupar espaço permanente na rotina dos centros cirúrgicos, das enfermarias e dos serviços de reabilitação. Em muitos hospitais, já representa uma das principais demandas assistenciais da ortopedia.
Por isso, discutir prevenção, segurança viária e políticas públicas baseadas em dados e evidências deixou de ser um debate periférico para a especialidade. A ortopedia presencia diariamente as consequências desse problema e precisa participar ativamente da construção de soluções.
Seguimos trabalhando em diferentes áreas, mas sempre conectados aos temas que hoje desafiam a especialidade na prática diária. Formação, tecnologia, estrutura de ensino e trauma continuarão exigindo capacidade de adaptação, planejamento e participação ativa da ortopedia brasileira nos próximos anos.